Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Lutar, criar, Reciclagem Popular!
Ferramentas Pessoais
Acessar
This is SunRain Plone Theme
Você está aqui: Página Inicial / Sobre o Movimento / Sua história

História do MNCR

por mncr — publicado 19/03/2011 18h00, última modificação 01/08/2019 12h04

Nossa história

marcha_forum

O Movimento Nacional dos Catadores(as) de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em meados de 1999 com o 1º Encontro Nacional de Catadores de Papel, sendo fundado em junho de 2001 no 1º Congresso Nacional dos Catadores(as) de Materiais Recicláveis em Brasília, evento que reuniu mais de 1.700 catadores e catadoras. No congresso foi lançada a Carta de Brasília, documento que expressa as necessidades do povo que sobrevive da coleta de materiais recicláveis.

Antes mesmo do Congresso os catadores impulsionavam a luta por direitos em diversas regiões do Brasil. A articulação de diversas lutas por um mesmo objetivo torna possível a organização de movimento nacionalmente.

Congresso Latino

No ano de 2003 aconteceu o 1º Congresso Latino-americano de Catadores em Caxias do Sul – RS, que reuniu catadores (as) de diversos países. O Congresso divulga então a Carta de Caxias que difunde a situação dos catadores da América - latina unificando a luta entre os países. Nesse momento o MNCR começa a mostrar sua força nacionalmente com as articulações regionais. Muitas lutas foram travadas em todo o Brasil e muitas conquistas alcançadas.

Em 2005 ocorreu o 2º Congresso Latino – Americano de Catadores(as), uma continuidade da articulação latina que abre novas frentes de luta na busca de direitos para os catadores de outras países da América – latina.

Marcha em Brasília

Em março de 2006 o MNCR realizou uma grande marcha até Brasília levando suas demandas para o Governo Federal, exigindo a criação de postos de trabalho em cooperativas e associações bases orgânicas do movimento. Esse evento se tornou um marco histórico da luta dos catadores no Brasil, cerca de 1.200 catadores marcharam na Esplanada dos Ministérios e levaram as autoridades suas reivindicações. A meta é a criação de 40 mil novos postos de trabalho para catadores e catadoras de todo o Brasil.

Com cerca de oito anos de luta que os catadores(as) do Brasil têm sua problemática discutida em diversos espaços e sua voz ampliada no Movimento Nacional dos Catadores. Isso se deu, não pelo acaso, mas pelo esforço dos lutadores do MNCR. Com o surgimento do MNCR ampliou-se a luta dos catadores(as) por uma vida digna. Nossa categoria é historicamente excluída da sociedade e muitos catadores(as) ainda sobrevivem de forma precária em lixões e nas ruas. O trabalho de coleta de materiais recicláveis significa garantir alimentação, moradia e condições mínimas de sobrevivência para uma parcela significativa de nosso povo brasileiro.

Apesar das imensas dificuldades, resistimos e lutamos dia a dia pela vida. Pelo direito de trabalhar honestamente e sobreviver.

 

A nossa bandeira

A nossa bandeira do MNCR é o símbolo de representatividade e de unidade das catadoras e catadores de materiais recicláveis do Brasil, símbolo de resistência, organização e principalmente de defesa de direitos sociais e ambientais.
Desde o ano de 2001, quando a primeira se estendeu nas ruas de Brasília puxando a 1º Marcha Nacional do Povo da Rua com milhares de catadoras e catadores de materiais recicláveis e moradoras e moradores em situação de rua de todos os cantos do País, demostrou que jamais seria abaixada, que tornar ia-se uma da mais importantes ferramenta de organização social nas grandes e pequenas cidades brasileiras, levada e hastada por milhares de pessoas, conhecida em todos os continentes.
Com cores fortes, imponentes e vibrantes, cada uma tem representatividade especial, o verde folha é a representação da natureza, nossa principal luta, em seguida o azul, que representa nosso comprometimento com a luta e nossas águas, o amarelo representa as catadoras e catadores de mãos dadas formando o mapa do Brasil, demonstrando nossa maior riqueza, a nossa unidade na luta pela economia solidária, o preto é o carrinho, símbolo de nossas ferramentas de trabalho e uma das provas de que está economia nos exclui, pois desde a invenção da roda, toda a tecnologia, inteligências artificiais, a riqueza e a “evolução” dos seres humanos, nós puxamos carrinhos e por fim o vermelho, simboliza nossa paixão, nosso amor, nosso sangue que pulsa em nossas veias e corações, simboliza a figura da catadora e catador de materiais recicláveis, principal ator da reciclagem.
A bandeira representa a resistência dos humildes, dos pobres e excluídos, mostra a força negra que mesmo depois de escravizada, resiste até hoje contra a exclusão e o racismo. Mostra a força das mulheres, referências em suas famílias, cooperativas e comunidades, sendo a maioria da categoria. Mostra acima de tudo, a coragem de quem ousa se organizar e lutar por um mundo melhor, uma sociedade de justiça social e ambiental, solidária e inclusiva.
Nossa bandeira é um símbolo de resistência e combate ao atual sistema político e capitalista vigente, sendo uma forma de denuncia dia a dia de que este sistema de organização social hierárquico e econômico capitalista, são baseadas na destruição da natureza, na exploração o trabalho, exclusão social e são altamente concentradores de riqueza e de poder à poucos, gerando miséria a maioria.
Nossa bandeira prova que é possível uma outra forma de organização social e econômica, baseada numa outra forma de produzir que protege a natureza, que compartilha as riquezas e os conhecimentos produzidos e decide coletivamente os rumos da organização, através de nossas organizações solidárias, bases organizas do MNCR, ou seja, nossas Associações, Cooperativas e Grupos em Formação formadas exclusivamente de catadoras e catadores de materiais recicláveis.
Ao empunharmos e levantarmos nossa bandeira, nos comprometemos com princípios de solidariedade e apoio mútuo, democracia direta, independência de classe, auto-gestão e auto-organização, nos comprometemos com a luta pela Economia Solidária, pela defesa da natureza e de todos os seres humanos e não humanos, assumindo para nós, a luta pela revolução social e ambiental.
A bandeira deve nos acompanhar diariamente, sendo parte de nossa vida militante, bem como deve estar sempre hasteada em local de grande visibilidade em nossas cooperativas, bem como em salas e escritórios onde ocupamos, sendo parte central de nossos encontros e assembleias, sendo parte fundamental de mesas e conversas que organizamos e participamos com a sociedade.
A bandeira do MNCR, nossa luta, nosso símbolo.

 

Registros

Conteúdo relacionado
Pequena biografia de Érick Soares

Navegação